O surgimento da informática
O primeiro computador, o ENIAC (Eletronic Numeric Integrator And Calculator) anunciado a 1946, era uma máquina gigantesca que ocupava um espaço tremendo de 62 metros quadrados, pesando cerca de 27 toneladas, constituído por motores e válvulas, sendo utilizado para realizar os cálculos matemáticos a serem utilizados no funcionamento da bomba de hidrogênio. Dez anos depois surge no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), o primeiro computador que utilizava agora, transístores como ferramenta na manipulação da informação computada. No ano seguinte, Steve Wozniak e Steve Jobs criam a Apple Computer Company. Alguns anos depois surgiram os computadores voltados às necessidades militares, que quebravam códigos de guerra e ajudavam em problemas de engenharia militar.
No Brasil, o primeiro computador foi produzido apenas em 1972, pela USP – Universidade de São Paulo –, seguido pelo Projeto G-10, também da USP e em parceria com a PUC do Rio de Janeiro, que buscava a criação de hardwares e softwares para a Marinha. Mais tarde, em 1979, houve a criação da Secretaria Especial de Informática (SEI), que é responsável pelo gerenciamento dos assuntos pertinentes à informática no país. Em 1984 veio um dos passos mais importantes para a informática no país, a Política Nacional de Informática, etapa que veio mudar o atraso tecnológico do Brasil frente a outros países e possibilitou um grande aumento na taxa de crescimento da informática nacional, cerca de 30% ao ano. Depois da “abertura das fronteiras”, na época de governo de Fernando Collor de Mello, o Brasil começou a acompanhar as mudanças tecnológicas do setor, embora com atraso. A cada dia que passa, a informática vem adquirindo cada vez mais relevância na vida das pessoas. Sua utilização já é vista como instrumento de aprendizagem e sua ação no meio social vêm aumentando de forma rápida entre as pessoas.
E a educação não pode ficar para trás, vislumbrando aprendizagem significativa por meio de tecnologias.
E a educação não pode ficar para trás, vislumbrando aprendizagem significativa por meio de tecnologias.
A informática e o processo de ensino-aprendizagem
O conhecimento, supostamente é adquirido primeiramente através do processo de comunicação existente no meio localizado, gerando informações ao mesmo . Através destas informações, poderemos adquirir ou não o conhecimento esperado. Isto nos leva a discorrer um pouco sobre a sabedoria. A sabedoria é desenvolvida através da vivência, e não exclusivamente pela inteligência. Envolve saber dispor do conhecimento e da ação de modo a trazer o máximo beneficio para os indivíduos. Se o conhecimento muitas vezes nos leva a uma postura arrogante, a sabedoria só se atinge a partir da humildade, podendo ser entendida em fúnção da ação associada e no contexto e no momento específico desta ação, não podendo ser expressa em termos de regras, isto é, não pode ser generalizada, nem transmitida diretamente, sendo inseparável da realização pessoal daquele que busca o saber.
Já a tecnologia da informação se traduz nas ferramentas tecnológicas utilizadas em um determinado meio (sistema), representada a partir da existência dossoftwares, video e teleconferências, bem como o uso da internet, Walton (1994).
Existem várias criticas em relação à utilização dos computadores na escola, principalmente nos níveis da pré-escola e ensino fundamental, segundo Seltzer (1994). Para o autor, as máquinas devem ser consideradas como mero instrumento para uma porção de atividades úteis, mas que estas últimas não englobam seu uso na educação de matérias que não sejam a computação propriamente dita, pelo menos até as últimas séries do segundo grau. O autor comenta que o ensino apresenta um cenário ruim causado não pelo fator tecnológico, mas sim pelo fato de existir um inter-relacionamento humano, onde, deveria ser dado maior importância à relação aluno-professor, ou seja, para que essa relação fosse sensivelmente mais humana.


É evidente que a tecnologia na educação deve servir como um recurso, uma ferramenta que irá facilitar a visualização de algo que se quer mostrar, de forma que chame a atenção do aluno, e concordo com o autor ao escrever que necessita de haver interação entre professor e aluno na construção do conhecimento, sendo que o professor deva servir de mediador do conhecimento e o aluno construtor da sua própria aprendizagem.
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