O voleibol no âmbito escolar é uma modalidade desportiva que explora diversos movimentos corporais, podendo não só auxiliar no desenvolvimento motor de seus praticantes quanto no fortalecimento da auto-estima, cooperativismo, disciplina, organização e sendo também um meio de socialização entre os alunos de diferentes gêneros, podendo ser trabalhada de várias maneiras, dependendo do local, público e dos objetivos que o profissional visa atingir com tal prática. Esta modalidade desportiva pode desenvolver em seus praticantes o gosto pela competição, mas, no contexto escolar, pode ser um instrumento para a educação por meio do esporte, incentivando nos alunos o desejo pelo jogo, por isso a importância de se ensinar corretamente o sentido do jogo e o conceito da competição.
O Voleibol era um esporte de pouca valorização no Brasil até os anos 80, além de carregar a conotação de que se tratava de um esporte “para meninas”, enquanto o futebol seria a prática “dos meninos”. Observando-se os movimentos técnicos desse esporte, logo se conclui que eles pouco se aproximam de gestos femininos. Porém, essa marca do voleibol não surgiu aleatoriamente: ela nasceu como consequência de uma manifestação de pouco profissionalismo por parte dos professores de Educação Física: ao invés de estruturar uma aula e trabalhar de modo sério com seus alunos, ainda hoje é bastante comum que os professores deem uma bola de voleibol para as meninas e uma de futebol para os meninos. Esse fato não apenas reporta a disciplina a momentos em que a educação formal era dividida entre os sexos, mas também contribui para o preconceito em relação às atividades físicas.
No entanto, esse perfil teve considerável mudança quando, nos jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, a seleção masculina de voleibol brasileira conquistou o segundo lugar na competição. O time, que tinha Bebeto de Freitas como técnico, era composto por: William, Xandó, Renan, Badalhoca, Montanaro, Bernardinho, Amauri e Bernard, jogador que criou o estilo de saque conhecido como “Jornada nas Estrelas”.
A medalha de prata permitiu ao voleibol uma visibilidade nunca antes vista no Brasil. Nesse momento, muitas pessoas, de ambos os sexos, se voltaram para a prática do voleibol, refletindo em muitas conquistas das seleções feminina e masculina.
As grandes conquistas internacionais da seleção feminina brasileira de voleibol são:
- Em Jogos Olímpicos: conquistou duas vezes o terceiro lugar, em Atlanta e em Sidney, respectivamente em 1996 e 2000. Já o primeiro lugar na competição ocorreu nos últimos Jogos, na cidade de Pequim, em 2008;
- Em Jogos Pan-Americanos: conquistou a primeira colocação três vezes, nos anos de 1959, 1963 e 1999. A medalha de prata foi conseguida em 1991 e 2007, e a de bronze em 1955 e 1979;
- Em Grand Prix: a seleção brasileira já comemora o hexacampeonato, conquistado em 1994, 1996, 1998, 2004, 2005 e 2006.
No que se refere à seleção masculina, é possível citar, enquanto conquistas:
- Em Jogos Olímpicos: foram duas medalhas de prata, disputadas em Los Angeles (1984) e em Pequim (2008), além de conseguir a primeira colocação na competição duas vezes, em 1996 em Barcelona, e em 2004, na cidade de Atenas;
- Em Jogos Pan-Americanos: em 1963, 1983 e em 2007, o primeiro lugar foi conquistado. A medalha de prata foi conseguida seis vezes, em 1959, 1967, 1975, 1979, 1991 e 1999. Já o bronze teve seu lugar em 1955, 1971, 1987 e 2003;
- Na Liga Mundial de Voleibol: o Brasil é o atual campeão da liga, somando nove vitórias no campeonato, ocorridas em 1993, 2001, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009 e 2010. Além disso, conquistou o segundo lugar em 1995 e em 2002; e a terceira colocação em 1990, 1994, 1999 e 2000. Esse quadro mostra que nos últimos doze anos, a seleção brasileira de voleibol sempre esteve entre os três melhores times do mundo.
Atualmente fazem parte da seleção masculina de voleibol: o técnico Bernardo Rezende e os atletas Bruno, Dante, Eder, Giba, João Paulo, João Bravo, Leandro, Lucas, Mário, Marlon, Murilo, Rodrigão, Sidão, Theo e Thiago Alves.
São componentes da seleção feminina: o técnico José Roberto Guimarães e as atletas Adenizia, Camila Brait, Carol Gattaz, Dani Lins, Fabi, Fabiana, Fernanda, Jaqueline, Fabíola, Joycinha, Mari, Natália, Paula, Sheila, Thaisa e Sassa.
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Em se tratando de vólei não podemos esquecer o papel fundamental que algumas estrelas deste esporte que tem desempenhado papel importante na vida de muitos jovens em nosso pais.
vejamos:
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Aprovado pela Lei Federal de Incentivo ao Esporte e desenvolvido pelo Instituto Esporte & Educação (IEE), OSCIP presidida pela campeã olímpica de vôlei Ana Moser, o projeto tem como objetivo contribuir para formação teórica e prática em esporte educacional, por meio de instrumentos pedagógicos e de gestão. No dia 21 de maio será a vez de Tangará da Serra, no Mato Grosso, dar início ao projeto.
Nos dois estados, serão realizados cinco encontros durante o ano, com professores de Educação Física e Ensino Fundamental, nos quais educadores do IEE trabalharão conteúdos sobre o esporte como ferramenta educacional. Os professores também receberão material didático para auxiliá-los no planejamento das aulas e terão acompanhamento virtual à distância dos profissionais do IEE ao longo da formação. Na Bahia serão beneficiados diretamente 100 professores e no Mato Grosso, serão 60. “Acreditamos que a formação continuada é fundamental para qualificar a prática pedagógica e contribuir com a reflexão crítica e contínua dos professores. O esporte educacional estimula habilidades e competências para além do aprendizado das técnicas e gestos motores, visando ao desenvolvimento integral do indivíduo, relacionado à saúde, cidadania, cultura, comunidade e protagonismo juvenil, contribuindo assim para a inserção social de crianças e adolescentes”, explica Cibelle Borges, subcoordenadora pedagógica do IEE.
Criado pela jogadora de vôlei Ana Moser, o Instituto Esporte & Educação atua há 12 anos na disseminação do esporte educacional, especialmente em comunidades que apresentem baixo nível socioeconômico e alto índice de vulnerabilidade social, por meio de projetos de atendimento direto a crianças e adolescentes em atividades esportivas e de formação de educadores.
“O IEE desenvolve projetos em diferentes formatos com o objetivo de adequar a capacitação dos professores à rotina das escolas e secretarias de educação. Como resultado, esperamos a ampliação e a qualificação das práticas esportivas nas escolas, envolvendo toda a rede de educação”, afirma Ana Moser.
O IEE também realiza a Caravana do Esporte, numa aliança com a ESPN/Brasil e o Unicef, que tem o objetivo de disseminar um esporte possível e necessário ao desenvolvimento de municípios isolados do semiárido, região amazônica, comunidades indígenas e quilombolas.
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